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quarta-feira, 12 de março de 2014

Call for Papers: ‘Situating Simondon: media and technics’

Platform: Journal of Media and Communication
An interdisciplinary journal for early career researchers and graduate students

Volume editors: Thomas Sutherland and Scott Wark
Abstract submissions due: 1st of May, 2014
Full paper submissions due: 1st of July, 2014


Abetted by a paucity of translations, the work of Gilbert Simondon has remained relatively obscure in the Anglophone world for some time. Simondon is, however, finally – if somewhat belatedly – finding the appreciation amongst English-speaking readers that had eluded him for so long. Although Simondon’s work is probably most recognised today for its influence upon Gilles Deleuze and Bernard Stiegler, its scope is far greater than one might surmise on the basis of such associations.

Amongst many other topics, Simondon’s philosophy focuses quite heavily upon questions related to technology, communication, mediation, and information. It is these areas in particular that we hope to explore in this special section of Platform. How might we situate the theories of Simondon within our contemporary media environment? Are they still relevant? Or are they too reliant upon outmoded principles and theoretical models? What lessons, both theoretical and practical, might researchers in the fields of communication and media studies take from Simondon’s philosophy? How might we extend or update his work for the digital, networked society?

Platform encourages the submission of theoretical and empirical work engaging with Simondon and his legacy. We are particularly interested in papers that seek to situate Simondon’s work, both historically and within the disciplinary boundaries of media and communications. Potential themes might include, but are not limited to:

• Technological determinism in an age of digitization and unprecedented automation. Does Simondon provide us with a useful means for negotiating the question of agency in such an environment, or is he too beholden to the cybernetics and information theory of his time?

• Individuation and the associated milieu. Have subsequent media forms and communicative methods altered or halted the processes of individuation of which Simondon speaks?

• Media ecology. Some strands of media ecological study stress the dynamism and complexity of media-technical systems. How does Simondon’s understanding of technology challenge or deepen these approaches?

• Materiality and hylomorphism. At a time when communication appears increasingly immaterial, how might we understand Simondon’s attempt to escape all hylomorphic conceptions of communication and individuation? Does the notion of immateriality remain trapped within a hylomorphic distinction between form and matter, or is it indicative of a need to reconceptualise the very question of materiality?

• Technics and media. How does Simondon’s work fit within the larger field of studies on technics and its history (e.g. Mumford, Leroi-Gourhan, Ellul, Gille, Stiegler, etc.)? Might media and communications as a discipline benefit from a greater emphasis upon the role of technics in engendering media environments both past and present?

• The politics of individuation. Stiegler, Lefebvre and Mackenzie, amongst others, use Simondon’s work on transduction and individuation to describe and diagnose politics. How might Simondon help us think politics today?

In addition to this special section, we also welcome submissions that more broadly deal with issues relating to the areas of media, technology, and communication in theoretical, methodological, or empirical terms.

Please send all enquiries and submissions to platformjmc@gmail.com. Both abstracts and full papers must be accompanied by a brief curriculum vitae and biographical note.

We recommend that prospective authors submit abstracts well before the abstract deadline of the 1st of May, 2014, in order to allow for feedback and suggestions from the editors. All submissions should be from early career researchers (defined as being within a few years of completing their PhD) or current graduate students undertaking their Masters, PhD, or international equivalent.

All eligible submissions will be sent for double-blind peer-review. Early submission is highly encouraged as the review process will commence on submission.

Note: Please read the submission guidelines before submitting work. Submissions received not in house style will not be accepted and authors will be asked resubmit their work with the correct formatting before it is sent for review.

Platform: Journal of Media and Communication is a fully refereed, open-access online graduate journal. Founded and published by the School of Culture and Communication at the University of Melbourne (Australia), Platform was launched in November 2008.

Platform is refereed by an international board of established and emerging scholars working across diverse fields in media and communication studies, and is edited by graduate students at the University of Melbourne.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

As descrições confiantes de Wang Bing e Georges Didi-Huberman




Estão disponíveis na página do Centre Pompidou as conferências do ciclo Hors-Je, organizado por Georges Didi-Huberman. Acabei de ouvir a conferência (ou descrição, como prefere o historiador da arte) sobre "O homem sem nome", de Wang Bing e recomendo vivamente a todos aqueles que estão  pensando/produzindo as novas "imagens do povo".

O filme de Bing e a conferência de Didi-Huberman apostam metodologicamente em uma "descrição com confiança", confiança no olhar. Tal gesto do cineasta inscreve "O homem sem nome" fora da lógica que o historiador da arte detecta no cinema de um modo geral e que consiste na precedência do cineasta em relação ao ser filmado, precedência esta fundada por um gesto eticamente falho dos cineastas.

Outra potente reivindicação de Huberman é que a extraterritorialidade, no filme de Bing, não se encontra fora do mundo, o que ele desenvolve sublinhando o quanto o silêncio e a solidão são uma tomada de posição. Neste sentido, o respeito aos gestos e ao silêncio do "homem sem nome" do filme de Bing acolhe a pobreza registrando-a transformada em experiência.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

#AMANHÃ Conferência "O método ator-rede", por Tommaso Venturini na UFRJ (Praia Vermelha)


A convite do MediaLab. UFRJ, o pesquisador do Médialab da Universidade Sciences Po, de Paris, fará uma conferência aberta no dia 23 de agosto, às 15h, no auditório Manoel Maurício do CFCH/UFRJ, que fica no Campus Praia Vermelha. A conferência será em inglês, mas haverá tradução simultânea.


O website pessoal do pesquisador merece uma visita http://www.tommasoventurini.it/

Alguns de seus textos podem ser consultados nos links abaixo:

Venturini, T. (2010). Diving in magma: how to explore controversies with actor-network theory. Public Understanding of Science, 19(3), 258–273.
http://www.tommasoventurini.it/wp/wp-content/uploads/2011/08/DivingInMagma.pdf

Venturini, T. (2012). Building on faults: how to represent controversies with digital methods. Public Understanding of Science, 21(7), 796 – 812. 

Venturini, T., & Guido, D. (2012). Once Upon a Text : an ANT Tale in Text Analysis. Sociologica, 3.
http://www.tommasoventurini.it/wp/wp-content/uploads/2013/05/Venturini_Guido-Once_Upon_A_Text.pdf

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Conferências de Michel Poivert sobre fotografia em agosto, na UFRJ



O professor da história da fotografia da Universidade de Paris 1 MICHEL POIVERT fará três conferências na Escola de Comunicação da UFRJ nos dias 19, 21 e 23 de agosto, no auditório do CFCH, das 10 às 13 horas. Trata-se de uma ótima ocasião para aprofundarmos certas discussões - fundamentais para o momento atual - a respeito das relações entre imagem, história, sociedade, cultura visual, fotojornalismo, fotografia documental, práticas fotográficas diversas e arte contemporânea - temas das três conferências. 

Michel Poivert é também professor da Escola do Louvre, diretor de pesquisa da l'École des Hautes Études en Sciences Sociales, além de curador e diretor de redação da revista Études photographiques.

Primeira conferência: "A fotografia contemporânea: entre arte e sociedade na virada do século XX para o XXI."

Segunda conferência: "As formas da informação: imagem e história, a figura do fotojornalista, cultura visual e invenção no século XX e XXI."

Terceira conferência: "Fotografia e teatralidade: a imagem performada; por uma contra-história da fotografia."

Trata-se de um mini-curso que dá prosseguimento a questões que foram discutidas no curso da pós-graduação PUC/UFF/UFRJ "Práticas documentais e o lugar do espectador" http://documentoespectador.blogspot.com.br/, por Andréa França, José Benjamim Picado e Consuelo Lins. É também mais uma atividade do convênio da UFRJ com a Universidade de Paris 1.

terça-feira, 16 de julho de 2013

MOBILIDADE URBANA E BICICLETA: SENSÍVEL, COMUNIDADE E COMUNICAÇÃO

Segue convite para aula aberta do curso da Profa. Raquel Paiva, do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFRJ. O tema não podia ser mais relevante.


Se você tem interesse em saber mais sobre este assunto, então está convidado para assistir a aula aberta do curso da pós-graduação (http://www.pos.eco.ufrj.br/) oferecido neste semestre pela Profa. Raquel Paiva.
No dia 18.07, às 12 horas, José Lobo, da ONG Transporte Ativo (http://www.ta.org.br/) vai falar sobre a questão do uso da bicicleta numa megacidade como o Rio de Janeiro. Também vai estar presente o responsável pela implementação da malha cicloviária da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, João Vicente Falabella.
A última aula do curso é aberta a todos os interessados em saber mais sobre o transporte urbano e integra uma série de debates que o Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária - LECC (http://leccufrj.wordpress.com/) está realizando este ano, que teve inicio em abril com o seminário internacional sobre cidades, em parceria com a Universidade Federal de Goiás.
A aula aberta ocorre na próxima quinta-feira, às 12 horas, na sala 140 do PPGCOM- ECO/UFRJ, av. Pasteur, 250 – fundos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O inventado e o irredutível: Resenha de “A invenção das ciências modernas”, de Isabelle Stengers.


não é necessário negar a singularidade das ciências para torná-la passível de discussão
Isabelle Stengers


A leitura do livro de Isabelle Stengers, A invenção das ciências modernas, no contexto da disciplina Comunicação, simetria e abordagens pós-identitárias, ministrada pelos Profs. Renzo Taddei e Felipe Sussekind no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ, veio precedida do estudo de Jamais fomos modernos, de Bruno Latour. Isto acabou, de algum modo, orientando minha leitura do texto que, de outra forma, teria permanecido um enigma, em função do elevado volume de referências dos campos da filosofia e história das ciências, ainda pouco familires para mim. Esta resenha, portanto, não se pretende um inventário das questões abordadas por Stengers, mas procura, modestamente, seguir algumas pistas deixadas pelos movimentos do pensamento da autora que, a despeito de suas singularidades, parecem ecoar a emergência de uma nova epistemologia.

Duas questões irão mobilizar nossa leitura: Em primeiro lugar, a identificação do solo comum sob relativistas e críticos radicais; em segundo lugar, a identificação de dois projetos políticos distintos a partir da diferença entre ironia e humor.

O livro de Stengers adota como ponto de partida a emergência de um campo de conhecimento que ficou conhecido por uma série de nomes, como Estudos sociais da ciência, Antropologia das ciências, Science Studies, entre outros. Na base destes novos saberes estaria um projeto de ultrapassagem de qualquer possível separação entre ciência e sociedade. De um lado, portanto, temos os sociólogos “relativistas”, que não têm por projeto a “denúncia” da ciência, mas o simples “exercício de seu ofício”. Tal ofício ancora-se no pressuposto de que há uma diferença fundamental e instransponível entre o que determinada prática social propõe de si e a leitura empreendida pelo sociólogo. Neste caso, Stengers evoca o que chama de “argumento da retorsão”. A afirmação de que toda e qualquer ciência consiste em um projeto social, segundo tal argumento, significa ler um conjunto heterogêneo de práticas desde o interior de um projeto, também científico, que é o projeto da sociologia. A questão que tal argumento desencadeia consiste em saber como, enquanto ciência, a sociologia escaparia das objeções que lança sobre todas as demais ciências.

O discurso relativista pronunciado por certa corrente sociológica não é, entretanto, o único esforço empreendido pelo campo emergente dos Estudos sociais da ciência. Há ainda, segundo a autora, um segundo movimento, que ela chama de “crítica radical da ciência”, e que exemplifica a partir da crítica da tecnociência e da crítica feminista da ciência. A primeira crítica consiste em identificar a racionalidade científica enquanto um dispositivo meramente instrumental, que traduziria todos os seus avanços em desenvolvimentos técnicos. A crítica feminista, em gesto similar, identifica a racionalidade científica à preponderância dos valores masculinos na sociedade. A crítica feminista radical, diferentemente de perspectivas feministas mais antigas, que viam em ciências localizadas (medicina, história e biologia, por exemplo) o presença de valores masculinos como a competitividade, por exemplo, reivindica o a totalidade das ciências enquanto “produto social sexuado”.

A objeção lançada por Stengers ao movimento de crítica radical das ciências consiste em que, apesar de consistir em um movimento de resistência, estas orientações conferem ao cientista um lugar privilegiado na definição daquilo que pode sua ciência, de quais seriam os limites que não interessa, social e politicamente, transpor. Ora, adverte Stengers, “os cientistas, os técnicos e os experts não estão em questão, estão à espera, como todos os demais, dos limites do poder de expansão de uma dinâmica que os define para além de suas intenções e de seus mitos” (Stengers: 2002, p. 21). Outro ponto frágil na sociologia das ciências, este com respeito à crítica radical mas não aos relativistas, é o fato de que, ao adotarem um vetor de crítica a priori, seja a técnica (no caso da tecnociência) ou os valores masculinos (no caso da crítica feminista), a crítica radical esquiva-se das controvérsias e das práticas propriamente científicas, bem como da heterogeneidade do campo científico, marcada, frequentemente, por uma divisão entre vencedores e vencidos.

Ora, o gesto de Stengers de crítica das críticas à ciência parece articular-se de um modo que nos remete às filosofias de Henri Bergson e Gilbert Simondon, além de ecoar uma série de proposições presentes na obra de Bruno Latour. Em Matéria e Memória, Henri Bergson trata de revelar o solo compartilhado por duas perspectivas epistemológicas rivais: o realismo naturalista e o idealismo subjetivista. Diante da querela sobre a compreensão da natureza da percepção, organizada em torno de um par que propõe o mundo exterior ou a interioridade psicológica, respectivamente, como fontes de conhecimento, Bergson ergue uma terceira via, que ultrapassa as duas primeiras, revelando o que ambas compartilham (uma incapacidade de pensamento dos processos perceptivos em um tempo não espacializado), introduzindo um dinamismo em suas análises e ultrapassando a equação percepção-conhecimento, que marcou a filosofia moderna. Gilbert Simondon, leitor de Bergson, mimetiza o gesto do filósofo ao revirar o substancialismo e o hilemorfismo enquanto perspectivas que dariam conta dos processos de individuação. Tanto a perspectiva substancialista quanto a hilemórfica, nos mostra Simondon, partem do ser individuado, esquivando-se do que precisa efetivamente ser explicado: os processos de individuação, a ontogênese. Bruno Latour, à diferença dos dois mas obtendo efeitos similares, problematiza o adjetivo “social”, enfatizando que este nada explica, mas precisaria ser ele próprio explicado, a partir de um conjunto heterogêneo de atores que constituem redes. Stengers parece herdar esses movimentos do pensar quando, no que apresentamos até aqui, ela revira perspectivas concorrentes a respeito da ciência, mostrando que nenhuma delas, nem relativistas, nem críticos radicais, abordam a ciência propriamente dita, enquanto um conjunto de práticas concretas que, a despeito de efeitos de poder e modismo, operam no interior de uma racionalidade de tipo muito próprio, conforme sua retomada dos escritos de Galileu nos mostram no desenrolar do livro.

O segundo movimento do pensamento de Stengers que nos interessa evocar encontra-se na passagem intitulada “A invenção política das ciências” e está ancorado em uma distinção entre ironia e humor, que a autora vai buscar na obra de Steve Woolgar. O desenvolvimento deste tópico por Stengers busca dar conta da dimensão política que se encontra na gênese da distinção entre ciência e opinião e dos critérios que autorizam a intervenção, exclusivamente por parte dos cientistas, nos debates científicos (proposição de critérios, prioridades e questões). Neste ponto, Stengers parece chegar ao cerne da singularidade das ciências. Isto torna-se visível quando a autora explicita que a distinção entre os cientistas e toda sociologia das ciências não pode ser rebatida sobre o solo da política e propõe que se faça antes uma abordagem política da construção da diferença entre ciência e não-ciência, nos mesmos moldes a partir dos quais o “politólogo” pôde “acompanhar as consequências, na vida política, da invenção grega da política como problema” (Stengers, 2002, p. 83). O paralelo entre política e ciência, no entanto, não implica aqui a redução de um ao outro.

Paradigmática do gesto sintetizado acima é a obra de Bruno Latour Jamais fomos modernos. Latour teria conseguido, segundo a autora, não opor às “verdades construídas pelas ciências uma outra verdade de maior poder – mesmo que na forma da negação a priori de toda verdade que não se reduza a uma crença como as outras” (Stengers, 2002, p. 84). O humor, à diferença da ironia, é convocado aqui para sublinhar a forma de fazer história a que Stengers está se filiando. A leitura relativista das ciências, segundo Woolgar, é “irônica” na medida em que supõe “uma referência (estável ou dinâmica) a uma transcendência”. Isto significa que o sociólogo ou historiador irônico será aquele que se propõe a desvelar as intenções das ciências, colocando-se em uma relação de distância e exterioridade que lhe assegura uma capacidade judicativa mais lúcida e universal em relação às práticas e autores que estuda na condição (não problematizada) de objeto. À diferença da ironia, o humor seria uma arte da imanência. Não pode ser uma transcendência o elemento que permite estabeler o critério de separação entre ciência e não-ciência. A posição privilegiada, distante e de fora, não encontra lugar em um projeto político baseada no humor. Novamente o politólogo é convocado como exemplo: “A situação é a mesma que a do politólogo que sabe que seu problema não teria nenhum sentido se os gregos não tivessem inventado uma 'arte da política'. Ele mesmo é produto desta invenção, que ele não pode, por conseguinte, reduzir a nada. Todavia está livre para pôr em história esta invenção” (Stengers, 2002, p. 85).

O princípio de simetria que é mencionado algumas vezes no texto de Stengers encontra, a partir desta diferenciação, duas possibilidades de realização. Ou bem é-se irônico e a simetria realiza-se como redução (ciência é política), ou se elimina a transcendência, a distância e a lógica identitária através de uma política imanente do humor, traduzindo a simetria em vetor de incerteza. Ironia e humor, tal como comparecem no livro de Stengers, parecem traduzir uma longa querela, que se encontra no cerne da epistemologia das ciências humanas, consignada, por exemplo, na tese proposta por Hans Georg Gadamer em seu Verdade e Método. Ali, Gadamer apresenta uma dificuldade inerente à escrita da história enquanto prática hermenêutica. Ou se vive a verdade histórica, coincidindo com sua feitura no tempo do agora, ou se cria uma distância de modo a assegurar metodologicamente seu caráter científico. A leitura de Stengers, bem como daqueles de que ela é herdeira e que foram convocados no percurso em direção à viabilidade de uma abordagem não-identitária dos processos de comunicação, coloca em xeque a própria interpretação como estratégia privilegiada, política ou epistemologicamente, de lidar com o mundo.


sábado, 10 de novembro de 2012

HARUN FAROCKI E A POLÍTICA DAS IMAGENS


Imagem
RIO DE JANEIRO, de 21 de novembro a 05 de dezembro de 2012
O encontro Harun Farocki e a Política das Imagens convida ao diálogo com a obra deste artista tcheco radicado na Alemanha, que fará sua primeira visita ao Brasil. A presença da obra de Farocki em nosso contexto torna-se cada vez mais oportuna, sobretudo devido às atuais discussões acerca do estatuto do olhar e da imagem diante de novos dispositivos de poder, tal como a expressiva implementação de tecnologias de visualização e monitoramento de espaços públicos, comunidades e populações. O evento compreende duas conferências de Harun Farocki, uma mostra de seus filmes, acompanhada de um curso com especialistas em sua obra, e uma oficina em parceria com a artista Antje Ehmann.

Este evento é mais uma realização do Museu de Arte do Rio, através de seu programa “MAR na Academia”, em parceria com a UFRJ (EBA/PPGAV, MediaLab.UFRJ, ECO-PÓS), a UFF (Departamento de Cinema e Vídeo, Laboratório Kumã), o Instituto Goethe, a Cinemateca do MAM/RJ, o Centro de Artes Hélio Oiticica e a Escola de Cinema Darcy Ribeiro.

PROGRAMAÇÃO:
- CONFERÊNCIA de HARUN FAROCKI: dia 01/12/2012 às 17h00 no MAM, Rio de Janeiro. Mediação: Fernanda Bruno, Tadeu Capistrano e Cezar Migliorin.
- CONFERÊNCIA de HARUN FAROCKI e ANTJE EHMANN: dia 05/12/2012 às 14h00 no Centro de Artes Hélio Oiticica.
- MOSTRA de FILMES “Harun Farocki: diante das imagens do mundo”. (Curadoria: Ícaro Vidal Jr. e Hermano Callou). Período: de 21 de novembro a 01 de dezembro de 2012. Horário: 15h00 e 17h00. Cinemateca do MAM_RJ.
- CURSO “As Imagens do Mundo: posições em torno de Harun Farocki” com Hérnan Ulm, Ednei de Genaro e Hermano Callou. Período: de 21 a 23 de novembro e de 28 a 30 de novembro. Horário: 18h30. Cinemateca do MAM. Inscrições no local do curso. Certificado para aqueles com o mínimo de 70% de presença.

ORGANIZAÇÃO: Fernanda Bruno (MediaLab.UFRJ) e Tadeu Capistrano (PPGAV/UFRJ).

* O evento é gratuito e aberto ao público, com exceção da oficina.

* Em breve faremos a divulgação oficial, com mais detalhes sobre a programação do evento.

Sejam todos bem-vindos!

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